segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Por que não acaba a guerra entre Israel e os Palestinos?

3a77a9073c54cc6fb6dad9a966c76e3bOs judeus estão bombardeando a Faixa de Gaza, onde está o Hamas, pois estes estão construindo túneis que chegam até Israel, com o fim de fazer ações terroristas contra os judeus; de fato, uma  ameaça.
Dizem os judeus: “Estávamos acostumados aos morteiros e foguetes, mas a ameaça dos túneis, de onde podem sair terroristas, realmente nos dá medo”. Israel exige a desmilitarização do Hamas. Algo difícil. Os moradores do kibutz em Kfar Aza, por exemplo, estão deixando-o com medo dos ataques do Hamas através dos túneis.

“A ameaça dos túneis, de onde podem sair terroristas, realmente nos dá medo”, admite Noam Stahl, porta-voz da localidade. “Exigimos do governo que garanta nossa segurança”.
A operação dos judeus “Barreira Protetora”, desde 8 de julho, tem como objetivo acabar com o lançamento de foguetes do Hamas e com os túneis que o movimento islamita usa para infiltrar comandos em território israelense. Israel destruiu 32 desses túneis; realmente uma grande ameaça para eles.
Tudo isso mostra que ambos os lados têm agido errado: os palestinos jogam foguetes e fazem tuneis para terrorismo; Israel, que tem um poderosíssimo poder de fogo, os ataca e mata.
Este triste conflito que não tem fim começou quando a ONU reconheceu o Estado de Israel. Quem presidiu essa sessão da ONU foi o brasileiro Osvaldo Aranha em 1949. Logo, os árabes não aceitaram e fizeram guerra a Israel; mas este venceu a guerra. Depois, em 1967 fizeram outra guerra contra Israel, que os venceu facilmente em seis dias. Eles são muito preparados para a guerra. E o conflito continua até hoje.
Uma guia judia disse-me na Terra Santa, que ali os cinco milhões de judeus “dormem com um olho só”, porque estão cercados de 200 milhões de árabes que os querem eliminar.
Um jovem judeu, homem e mulher, serve ao Exército por 3 anos e nunca deixa sua arma, nem para dormir ou ir para a faculdade.
Por que esse conflito não acaba?
Não termina nunca, porque, à luz da justiça e do Direito, ambos os povos acham que têm razão; e acabam querendo resolver o problema na base da guerra e não da compreensão.
Israel afirma que Deus lhes deu aquela terra desde Abraão, quase dois mil anos antes de Cristo; e que eles tem esta “Escritura” de posse registrada no Cartório mais confiável do mundo que é a Sagrada Escritura, a Palavra de Deus; e que, portanto, não abrem mão de nada daquele território, pois lhes pertence por “justiça” e garantido pelo Direito Divino.
Por outro lado os palestinos dizem: “Mas vocês foram expulsos daqui pelos romanos no ano 70, pelo general Tito, e pelo imperador Adriano, em 130, e foram embora pelo mundo afora; esta terra toda estava vazia e nós a ocupamos há centenas de anos! Ora, temos o direito de “usucapião”; querem um  “usucapião” mais legítimo que esse?
E assim ambos os povos dizem que têm razão. Os dois têm direitos, e a justiça não consegue resolver isso sozinha; é preciso que entre o amor, a compreensão, a abnegação. Cada um abrir mão daquilo que por direito e justiça é de cada um, para que ambos se entendam e sejam felizes. Isto  mostra que não basta a Justiça e o Direito para resolver os problemas humanos, é preciso o amor, a caridade, para curar as relações entre as pessoas e entre os povos. Rezemos para que esses “irmãos”, proveniente do mesmo Abraão, como nós, sentem-se na mesa do amor para se perdoarem, e viverem de fato como irmãos. É o que a Igreja pede. A Deus nada é impossível.
Prof. Felipe Aquino

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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