quarta-feira, 7 de maio de 2014

May 6, 2014 - 10:00

CNBB quer levar debate sobre reforma política às paróquias

O bispo dom Bruno Forte faz pregação durante retiro na Assembleia Geral da CNBB. Foto: Divulgação
O bispo dom Bruno Forte faz pregação durante retiro na Assembleia Geral da CNBB. Foto: Divulgação
Meta é massificar campanha por mudanças no sistema eleitoral do país; projeto de lei precisa de 1,5 milhão de assinaturas
Xandu AlvesSão José dos Campos
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) quer massificar a campanha pela reforma política no país após a sua 52ª Assembleia Geral, que termina na próxima sexta-feira, no Santuário Nacional de Aparecida.
Na ocasião, os bispos devem divulgar uma mensagem ao povo brasileiro sobre a política e as eleições de outubro.
Um dos principais temas será a campanha pela reforma política, encabeçada pela CNBB e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e que conta com a adesão de mais de 100 entidades.
A CNBB quer que paróquias espalhadas por todo o país ajudem na coleta de adesões para a campanha, que pretende recolher 1,5 milhão de assinaturas e propor, como projeto de iniciativa popular, uma lei de reforma política.
Processo semelhante ocorreu em 2010 com a campanha de iniciativa popular que culminou na lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso em 19 de maio daquele ano.

Reforma. Entre os pontos defendidos pelos bispos para a reforma política estão o financiamento público de campanha, alternância de gênero nos candidatos (homens e mulheres em números iguais) e votação em listas, nas quais os eleitores escolheriam primeiro o partido (e o programa da legenda) e depois os candidatos.
“Estamos envolvidos numa grande campanha cívica e de cidadania que envolve a reforma política. O Congresso Nacional fez seis tentativas de reforma e nenhuma foi adiante”, disse dom Joaquim Giovani Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB.
“Significa mexer na organização do sistema eleitoral e político, que afeta interesses de grupos e de pessoas.”
Segundo ele, as entidades estão se organizando para conquistar adeptos à campanha dentro do Congresso, o que seria reforçado com o apelo popular da proposta.
“Há diversos partidos que apoiam esse projeto de iniciativa popular, para melhorar e qualificar o processo eleitoral e fazer o legislativo de melhor qualidade para o nosso país”, afirmou o religioso.
“Mas quanto mais as pessoas conhecerem e aderirem à campanha nas cidades, e por isso as paróquias devem divulgar a iniciativa, melhor para o nosso movimento.”
Dom Fernando Figueiredo, bispo de Santo Amaro (SP), afirmou que a campanha ressalta que o critério moral e ético é “primordial para escolher o candidato”.

Terra. Hoje, os cerca de 350 bispos reunidos em Aparecida devem aprovar um documento que trata da reforma agrária no Brasil, batizado de “Questão agrária no início do século 21”.
Segundo dom Itamar Vian, arcebispo de Feira de Santana (BA) e presidente da Comissão Episcopal para o Texto da Questão Agrária, o documento fará um apelo por uma “reforma agrária justa” no Brasil. 

Saiba mais
CampanhaLançada no final de 2013, a campanha por reforma política já conseguiu cerca de 420 mil das 1,5 milhão de assinaturas pretendidas

EntidadesEncabeçam a campanha a CNBB e a OAB, além de mais de 100 entidades no Brasil

ProjetoA ‘Coalizão Democrática’ quer aprovar mudanças na política por meio de um projeto de lei de iniciativa popular

PontosFinanciamento público de campanha, voto em listas e regulamentação dos instrumentos de democracia direta

Fonte: http://www.ovale.com.br/cnbb-quer-levar-debate-sobre-reforma-politica-as-paroquias-1.527322

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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