quinta-feira, 4 de março de 2010

Os Dogmas e verdadeiro Culto - Lc 1,46-55

Os Dogmas e verdadeiro Culto - Lc 1,46-55

46. E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
47. meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
48. porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gera-ções,
49. porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.
50. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.
51. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.
52. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.
53. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.
54. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
55. conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.

Definição dos Dogmas pela autoridade da Igreja
88. O Magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando, utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verda-des contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária.
(Parágrafos relacionados: 888,892,2032,2040)

OS DOGMAS DA FÉ

89. Há uma conexão orgânica entre nossa vida espiritual e os dogmas. Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé que o iluminam e tornam seguro. Na verdade, se nossa vida for reta, nossa inteligência e nosso cora-ção estarão abertos para acolher a luz dos dogmas da fé.
(Jo 8,31-32):
31. E Jesus dizia aos judeus que nele creram: Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos;
32. conhecereis a verdade e a verdade vos livrará.

(Parágrafo relacionado: 2625)

90. Os laços mútuos e a coerência dos dogmas podem ser encontrados no conjunto da Revelação do Mistério de Cristo. "Existe uma ordem ou 'hierarquia' das verdades da doutrina católica, já que o nexo delas com o fundamento da fé cristã é diferente."
(Parágrafos relacionados: 114,158,234)

A IMACULADA CONCEIÇÃO
490. Para ser a Mãe do Salvador, Maria "'foi enriquecida por Deus com dons dignos para tamanha função". No momento da Anunciação, o anjo Gabriel a saúda como "cheia de graça". Efetivamente, para poder dar o assentimento livre de sua fé ao anúncio de sua vocação era preciso que ela estivesse totalmente sob a moção da graça de Deus.
(Parágrafos relacionados: 2676,2853,2001)

491. Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, "cumulada de graça" por Deus, foi re-dimida desde a concepção. E isso que confessa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo papa Pio IX:
(Parágrafo relacionado: 411)
A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano foi preservada imune de toda mancha do pecado original.

492. Esta "santidade resplandecente, absolutamente única" da qual Maria é "enriquecida desde o primeiro instante de sua conceição. lhe vem inteiramente de Cristo: "Em vista dos méritos de seu Filho, foi redimida de um modo mais sublime". Mais do que qualquer outra pessoa criada, o Pai a "abençoou com toda a sorte de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo" (Ef 1,3). Ele a "escolheu nele (Cristo), desde antes da fundação do mundo, para ser santa e imaculada em sua presença, no amor" (Ef 1,4).
(Parágrafos relacionados: 2011,1077)

493. Os Padres da tradição oriental chamam a Mãe de Deus "a toda santa" ("Pan-hagia"; pronuncie "pan-haguía"), celebram-na como "imune de toda mancha de pecado, tendo sido plasmada pelo Espirito Santo, e formada como uma nova criatura". Pela graça de Deus, Maria permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida.

...TAMBÉM EM SUA ASSUNÇÃO...
966. "Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo." A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos:

969. "Esta maternidade de Maria na economia da graça perdura ininterruptamente, a partir do consentimento que ela fielmente prestou na anunciação, que sob a cruz resolutamente manteve, até a perpétua consumação de todos os eleitos. Assunta aos céus, não abandonou este múnus salvífico, mas, por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. (...) Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora. protetora, medianeira."

O culto da Santíssima Virgem (Veneração e Adoração)
971. "Todas as gerações me chamarão bem-aventurada" (Lc 1,48): "A piedade da Igreja para com a Santíssi-ma Virgem é intrínseca ao culto cristão". A Santíssima Virgem "é legitimamente honrada com um culto espe-cial pela Igreja. Com efeito desde remotíssimos tempos, a bem-aventurada Virgem é venerada sob o título de 'Mãe de Deus', sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades (...) Este culto (...) embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encanado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece poderosamente"; este culto encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração mariana, tal como o Santo Rosário, "resumo de todo o Evangelho".
(Parágrafos relacionados 1172,2678)

Acusação: esta veneração e intercessão é contrária ao ensinamento da Bíblia que diz: (Lc4,8): 8. Jesus dis-se-lhe: Está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e a ele só servirás (Dt 6,13).
E em (I tm2,5): 5. Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem.
Resposta: Os Católicos distinguem claramente entre culto de adoração, que devemos somente a Deus, nosso Criador e Redentor; e Veneração, que implica apenas: respeito, admiração, imitação, amor, etc., como se costuma demonstrar aos pais virtuosos, ou aos heróis da pátria ou da Igreja, erguendo em honra deles monumentos, e dando seus nomes a cidades, montanhas, praças, ruas, etc.
Até o próprio Deus venera os nomes dos santos patriarcas, permitindo na Bíblia ser deno-minado “o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó” (Ex 3,6).
Intercessão. A própria Bíblia aplica o título de “mediado” também a Moisés (Dt5,5): Du-rante aquele tempo, eu estava (Mediador) entre o Senhor e vós para transmitir-vos suas palavras”. E S. Paulo, na mesma carta em que declara Jesus como único mediado entre Deus e homens, indica também mediadores “secundários” (I Tm 2,1-5): “Recomenda que se façam preces, orações, súplicas e ações de gra-ças por todos os homens...” 1. Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens,
2. pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade.
3. Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador,
4. o qual deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.
5. Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem.
Pois, fazer orações por outros, é de fato, ser intercessor e mediador entre Deus e os outros.

Alguns “crentes” admitem que os vivos podem interceder em favor dos outros. Negam porém esta possibili-dade aos falecidos, e mesmo à Virgem Maria e aos Santos. A Bíblia responde:
II Mac 15,12-15: “Parecia-lhe (a Judas Macabeu) que Onias, sumo sacerdote (já falecido!)... orava de mãos estendidas por todo o povo judaico... Onias apontando para ele, disse: “Este é amigo de seus irmãos e do povo de Israel; é Jeremias(falecido!), profeta de Deus que ora muito pelo povo e por toda a cidade san-ta”.
Se, pois, Moisés e Timóteo em vida, e Onias e jeremias depois da morte, como ainda muitas outras pessoas na Bíblia, rezam a Deus e são mediadores entre Ele e o povo, quem poderá proibir esta intercessão á Virgem Maria e aos Santos? Por isso, desde os primeiros séculos, os fiéis cristão rezam: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte”.
Quantos as palavras de S. Paulo: “Há um só mediador entre Deus e homens, Jesus Cristo, Homem”, a tradição apostólica as entendia desta maneira: Jesus Cristo é o único Mediador (primeiro) que nos mereceu todas as graças e a salvação eterna, pela sua vida, morte e ressurreição. Só ele pode nos dar dos seus méritos, sem recorrer a nenhum outro mediador. Enquanto a Virgem Maria e os Santos intercedem por nós pecadores como mediadores secundários, por meio de Jesus, recorrendo a seus méritos e sua mediação. Por isso, cada oração litúrgica termina: “Por nosso Senhor Jesus Cristo...” Esta verdade herdamos dos primeiros cristãos. Antes de serem escritos os Evangelhos, eles aprenderam no “Símbolo Apostólico” (ou Credo dos Apóstolos) “ Creio na Comunhão dos Santos”. Sejamos gratos a Deus por tão bela verdade, por Ele a nós revelada!

Culto de Maria no Ano Litúrgico

1172. "Ao celebrar o ciclo anual dos mistérios de Cristo, a santa Igreja venera com particular amor a bem-aventurada mãe de Deus, Maria, que por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica de seu Filho; em Maria a Igreja admira e exalta o mais excelente fruto da redenção e a contempla com alegria como puríssima imagem do que ela própria anseia e espera ser em sua totalidade."

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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