sábado, 9 de outubro de 2010

Estudos da cnbb – documento 59

Formação de Catequistas

A escola de formação do catequista se compõem :

1-     A escola da família – lugar privilegiado de experiência de vida fraterna e humana;
2-     A escola da vida – a própria vida, a inserção no meio do povo e as experiências do dia a dia;

3-     A escola da comunidade: participação da comunidade Eclesial é indispensável para a formação do catequista;
4-     A catequese silenciosa – na comunidade, na família, nas festas religiosa, nas novenas, os triduos, as orações simples e decoradas, o terço diário, é alimento da fé católica;

As romarias, procissões, caminhadas, penitência, etc. nos auxiliam no aprofundamento da fé.

O catequista cresce na fé a medida que, é inserido no grupo de catequistas, e vai ajudando os outros a progredirem na fé.

A formação continua do catequista requer :

1-     participação e vivência na comunidade;
2-     contato, apoio e acompanhamento continuo do pároco e dos coordenadores da catequese;
3-     participação ativa nas reuniões, assembléias e outras atividades em nível paroquial, diocesano ou regional;
4-     revisões e avaliações do que está fazendo, dos métodos, dos textos e manuais em voga;
5-     leitura de livro, periódico, revistas e boletins, que inclua também textos não especificamente religiosos, mas que fazem o catequista entender melhor o mundo do homem e sua realidade;
6-     leitura da Palavra de Deus, dos Santos Padres, da vida dos santos heróis da fé;
7-     cursos de reciclagem e atualização, treinamento, encontres e seminários de estudo.

Objetivos – crescimento da personalidade


1-     crescer como pessoa  capaz de conviver, dialogar, tomar iniciativas;
2-     acolher a proposta de Deus realizada em Jesus Cristo. Como sentido e fundamento último da própria existência;
3-     compreensão da Igreja como sinal de salvação e comunidade de servidores;
4-     capacidade de dar as razões do essencial da fé. (símbolo apostólico);
5-     aptidão para entender e explicar os conteúdos salvíficos, libertadores dos símbolos liturgicos sacramentais;
6-     consciência crítica da realidade social, política, econômica, cultural e ideológica para aprender nela os sinais de Deus;
7-     capacidade para fazer a passagem da catequese doutrinária para uma catequese de interação vida-fé;
8-     reflexão feita a partir da prática dos pequenos e marginalizados, de suas organizações, fé,  coragem, esperança e profecia.

Usar os métodos:

Ver = ver a realidade na qual vivemos;

Julgar = julgar a luz da palavra de Deus;
Agir = transformar a realidade.

Ser fiel aos mistérios da Igreja e ter consciência própria da missão batismal e crismal.

A espiritualidade do Catequista


a)     Bíblia – habito de leitura;
b)    Cristocêntrica;
c)     Eclesial;
d)    Mariana;
e)     Encarnada, ligada à realidade do povo;
f)        Líturgica.

Atitudes principais da espiritualidade

1-     relacionamento pessoal e profundo com o Pai;
2-     seguimento de Cristo. Nas atividades e no interesse pelo Reino de Deus;
3-     docilidade á ação do espírito Santo;
4-     comunhão com a Igreja, comunidade que evangeliza, celebra e testemunha Cristo;
5-     amor filial a Maria (mães e modelo de catequista);
6-     vivência do mistério cristão e da missão catequizadora, inclusive dentro do grupo de catequistas;
7-     escuta com fé e fidelidade da palavra de Deus, que se manifesta na Bíblia, na Igreja e nos acontecimentos;
8-     integração dos aspectos celebrativos da liturgia e da piedade popular;
9-     vida sacramental, de oração e contemplação encarnada na vida do povo;
10-sentido de serviço para com todos;
11-amor aos empobrecidos e vivência da pobreza evangélica;
12-espiritualidade do trabalho e doação;
13-a alegria de ser evangelizador.

O catequista deve participar de Formação:

-         Bíblica;
-         Espiritual;
-         Teológica;
-         Teológica doutrinal;
-         Liturgica;
-         Psicossocial ( a catequese deve ser fiel, não somente a Deus e a Igreja, mas também ao próprio homem);
-         Ético-moral;
-         Metodológica;
-         Processo de avaliação.


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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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