quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Liturgia




 A pastoral litúrgica coordena toda a liturgia da comunidade paroquial. Nela os cristãos, reunidos em comunidade, alimentados pela Palavra e pela Eucaristia, expressam e fortificam a sua fé em Cristo, morto e ressuscitado, e reassumem o desafio de, na força do Espírito, fazer novas todas as coisas.

A celebração sempre reacende a Esperança na utopia do Reino e provoca a experiência do Deus-comunhão, entre homens e mulheres.

A celebração é um diálogo de comunhão com Deus. É uma experiência comunitária viva e pessoal da nossa participação na vida trinitária.

A ação da equipe de liturgia é um ministério. As equipes nascem com a finalidade de promover a ação pastoral litúrgica em todos os níveis da Igreja.




AS ATITUDES E OS GESTOS LITÚRGICOS

Os gestos dentro da Liturgia permitem aos fiéis participarem das realidades divinas de forma plena, ativa e comunitária (cf SC 21) . É necessário e dever dos pastores da Igreja vigiarem para que os fiéis participem da celebração do sagrado com conhecimento de causa, ativa e frutuosamente . Para isso é preciso que os fiéis sejam instruídos a sintonizarem a sua mente com as palavras que pronunciam e assim, participarem das sagradas ações com toda gestualidade e atitudes que envolva corpo, mente e alma (cf. SC 11, 14, 19, 30, 48) .

Os gestos e posições que o corpo deve admitir dentro das ações sagradas, é sinal da comunidade e da unidade da assembléia e exprimem e favorecem a atitude interior. Para se obter a uniformidade nos gestos e posições deve-se obedecer as normas práticas que são orientadas pela Igreja, conforme seus documentos e rúbricas .

O corpo do homem também ora diante de Deus. O gesto enriquece e enobrece o pensamento e a emoção interior vivida pelo homem. A adoração em espírito, para ser uma adoração em verdade, deve ser também corporal (Rm 12,1). A encarnação do Verbo não é um assumir, unicamente, de um espírito humano, mas de uma carne, feita de corporeidade . Cristo teve atitudes e gestos que expressavam a sua oração ao Pai.

Os gestos e atitudes prescritas não devem ser uma simples execução de uma rubrica, se antes não forem um estado de alma, uma profunda e autêntica exteriorização de realidades interiores. Repetir ritos pode produzir o desgaste dos sinais sagrados, uma perda de consciência dos seus significados.
ATITUDES DA ORAÇÃO LITÚRGICA

A) SENTADO:

1) Atitude de recolhimento para se escutar a palavra e meditá-la e, também, de quem ensina com autoridade (Mt 5,1) .
2) Na celebração litúrgica essa atitude deve ser observada durante as leituras (com exceção do Evangelho), durante a homilia e ofertório; se for conveniente durante o silêncio sagrado após a comunhão.
3) O Evangelho mostra Maria, irmã de Marta, aos pés de Jesus (Lc 10,39) ; e o próprio Senhor quando esteve com os doutores (Lc 2,46) .

B ) DE PÉ:

1) É a atitude fundamental da assembléia na oração litúrgica . Exprime o respeito e a atenção diante dos atos sagrados: no canto de entrada; ao canto do Aleluia ; durante o Evangelho e a profissão de fé ; na oração universal e na oração sobre as oferendas .
2) Exprime também a disponibilidade ativa de se estar a espera do Senhor que virá. Assim como os hebreus que comeram a Páscoa de pé , prontos para partir.
3) É a posição do ressuscitado.

C) INCLINAR-SE:

1) É a posição para significar respeito, humildade e adoração. Atitude litúrgica normal para se receber a bênção de Deus.
2) No Ocidente essa posição foi sendo substituída pelo ajoelhar-se.
3) Se faz inclinação da cabeça aos nomes de Jesus e Maria e dos Santos; e o sacerdote quando profere as palavras da consagração "deu graças" .
4) A inclinação do corpo faz-se como saudação ao altar (se não tiver o Ssmo.) ; diante de um ícone do Senhor e de Maria; em frente as sagradas espécies (antes da comunhão) ; em frente ao Evangelho.


D) AJOELHAR-SE:

1) Expressão de humildade e pequenez diante de Deus. Reconhecendo que Deus é maior que todas as coisas, inclusive maior que as nossas misérias; por isso nos rebaixamos diante da sua onipotência.
2) É também a expressão da oração de súplica (cf At 7,59; 9,40; 20,36), de penitência e de oração intensa (Mc 14,35; Mt 36,29). 3) Na celebração eucarística essa atitude é adotada no momento da consagração das espécies. A Instrução (lGMR) não fala do ajoelhar-se no ato penitencial nem depois da comunhão.

F) PROSTRAR-SE:

1) É a imagem do aniquilamento, adoração e súplica diante de Deus. Referindo-se a Jesus no Horto, Mt e Mc expressam como "caído por terra", "com o rosto em terra".
2) É um ajoelhar-se acompanhado de inclinação profunda que leva o rosto ao chão. Ocorre nas ordenações e na profissão perpétua dos religiosos como total entrega ao Senhor, consciente da fragilidade e pequenez em corresponder à vocação por forças próprias.

G) CAMINHAR:

1) A palavra procissão evoca um caminhar solene de um povo que se encaminha a um lugar sagrado (2Sam 6; Lc 2,41; Nm 9,10). Muitas são as procissões feitas no decorrer do ano litúrgico, e todas elas devem expressar uma assembléia de fiéis em oração, manifestando a fé naquilo que se está vivendo, dando significado ao gesto do caminhar.
2) Essas ações devem ser realizadas com beleza (lGMR 22).
3) Na celebração eucarística tem-se destaque processional no momento da entrada, do ofertório, do evangelho e da comunhão. Todos esses momentos é um caminhar na presença de Deus como peregrinos que se aproximam das fontes de salvação.

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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