domingo, 17 de abril de 2011

O que é e como surgiu a maçonaria?


A ordem dos maçons livres e aceitos é uma sociedade secreta, mas aberta a homens de todas as religiões, só não são aceitos ateus e mulheres.
“Para fazer parte dela o individuo deve crer em Deus e ter uma conduta ética e honesta. Não pode contar o que ocorre nas reuniões e nem se identificar como maçom para outras pessoas”, afirma o teólogo Inocêncio de Jesus Viegas, assessor do Grande Oriente Brasileiro uma das maiores associações maçônicas do país.

O nome vem do francês maçom, que quer dizer pedreiro. A organização surgiu na Idade Média, época de grandes construções em pedra como castelos catedrais a partir de uma espécie de embrião dos sindicatos: as chamadas corporações de oficio. Nelas se reuniram os trabalhadores medievais como alfaiates, sapateiros e ferreiros, que guardavam suas técnicas a sete chaves.
“Os pedreiros, em especial, viajavam muito a trabalho. Por isso tinham certa liberdade, ao contrario dos servos, que deviam satisfação ao senhor feudal caso quisessem deixar suas terras”, afirma Eduardo bastos de Albuquerque, professor de história das religiões da UNESP. Daí vem o nome original “maçonaria livre”. Ou freemasonry em inglês. Após o final da idade média, a maçonaria passou a admitir outros membros além de pedreiros.
Transformou-se, assim em uma fraternidade dedicada a liberdade de pensamentos, expressão, religiosa ou política, e contra qualquer tipo de absolutismo. “Tanto que a organização teve influencia nos bastidores da revolução Francesa e da independência dos Estados Unidos, aqui no Brasil participou decisivamente da abolição da escravatura, da independência e da proclamação da Republica”.
Régua e compasso  
Os símbolos da maçonaria remetem aos instrumentos dos trabalhadores que, na idade Média, dominavam as técnicas de construção em pedra.
O compasso que desenha círculos perfeitos representa a busca da perfeição pelo homem.
A letra G, no centro de tudo, vem de God, “Deus” em inglês. Para os maçons, é Ele o grande Arquiteto do Universo.
O esquadro, que forma ângulos retos, lembra que o homem deve levar uma vida igualmente reta: ética e honesta.  

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

CNBB - Imprensa