domingo, 1 de maio de 2011

Conic quer ampliação do diálogo ecumênico e mais participação social


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“É preciso evitar as relações simplesmente institucionais e ampliar o exercício do diálogo no cotidiano das comunidades. É preciso ter maior empenho na defesa dos direitos humanos, especialmente das mulheres. Com certeza nossa diretoria, com muito carinho, vai voltar sua atenção para estas sugestões e pedidos”.
As afirmações acima foram ditas pelo novo presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), dom Manoel João Francisco, na celebração ecumênica em ação de graças pelo início dos trabalhos da nova diretoria da entidade, realizada na noite desta quinta-feira, 28, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasília.

A celebração contou com a presença de bispos, pastores, sacerdotes e fiéis das cinco Igrejas-membro do Conic: Igreja Católica Apostólica Romana, representada pelo secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, e pelo presidente do Conic, dom Manoel; Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia e Igreja Presbiteriana Unida.
Ainda em sua fala, dom Francisco ressaltou a importância de um trabalho voltado para os direitos humanos e para a comunhão entre as Igrejas. “Teremos de fazer muitos encaminhamentos e desencadear uma série de atividades no que diz respeito à vivência da comunhão, à cooperação na missão e à espiritualidade ecumênica. Haveremos de nos preocupar também com a promoção dos direitos humanos”, sublinhou.
O presidente afirmou também que Deus é base e fortaleza do diálogo ecumênico. “Mais do que em diplomacia eclesial, diálogo entre teólogos, envolvimento social e cooperação pastoral, o trabalho ecumênico se alimenta e cresce a partir da graça de Deus, alcançada pela a oração humilde, confiante e perseverante”.
Para o secretário geral do Conic, reverendo Luiz Alberto Barbosa, que está há cinco anos na função e no segundo mandato, a nova gestão do Conic tem por objetivo dar continuidade ao trabalho de diálogo, trazer a entidade para a vida pública do país e promover o respeito à diversidade religiosa. “Entramos numa fase de continuidade aos trabalhos que o Conic vem desenvolvendo há um bom tempo. Essa gestão tem o desafio de trazer cada vez mais o Conic para a vida pública do país junto ao Governo e à sociedade e também implementar projetos de ecumenismo, de diálogo com as Igrejas e, principalmente, uma marca dessa gestão que se inicia e um pedido da Assembleia Geral que elegeu essa diretoria é que se aprofunde o diálogo com as outras religiões não só entre as Igrejas cristãs, mas no diálogo e respeito com as outras religiões”.
“A celebração ecumênica de hoje é o primeiro passo para a busca da inspiração divina ao enfrentamento dos desafios do quadriênio (2011-2015) de trabalhos do Conic”, segundo o primeiro vice-presidente do Conic, bispo da diocese sul ocidental de Santa Maria (RS), da Igreja Anglicana do Brasil, dom Francisco de Assis da Silva. Ele advertiu ainda que essa gestão deve se esforçar para “aumentar sua presença nas outras regiões do pais onde ainda o ecumenismo não tem força ou mobilização”.
A nova secretária da diretoria do Conic, Zulmira Inês Lourena Gomes da Costa (Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia), disse que a celebração de hoje representou “o fortalecimento para o testemunho que Jesus pediu que nós déssemos para que fôssemos um”. Juntos, continuou a secretária, “damos testemunho de convivência ecumênica e de diálogo inter-religioso, que podemos caminhar todos juntos porque todos somos filhos de Jesus”.
Diretoria do Conic
A nova diretoria do Conic foi eleita durante a 14ª Assembleia Geral do Conselho, que aconteceu nos dias 11 e 12, de março, no Rio de Janeiro.
Além de dom Manoel, da Igreja Católica Romana (ICAR), foram eleitos, para a 1ª vice-presidência, o bispo dom Francisco de Assis da Silva, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), e para a 2ª vice-presidência, a presbítera Elinete wanderlei Paes Muller, da Igreja Presbiteriana Unida (IPU). A secretária eleita foi Zulmira Inês Lourena Gomes da Costa, da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISOA) e para tesoureiro a Assembleia escolheu o pastor sinodal Altermir Labes, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).
Para o Conselho Fiscal foram eleitos o pastor Marcos Ebeling (IECLB), mons. Pacheco Filho, da Igreja Católica Romana (ICAR) e Fabiano Nunes (IEAB). O mandato da nova diretoria vai até 2015.  

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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