terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mensagem para a celebração da Consciência Negra


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, no seguimento a Jesus Cristo e no cumprimento de sua opção preferencial pelos pobres, reconhece e valoriza a diversidade cultural africana como fator de enriquecimento da tradição cristã na América latina e no Caribe.
Através da Pastoral Afro-brasileira, a Igreja promove a vivência do diálogo com as diversas formas de religiosidade, objetivando a realização do projeto de Jesus Cristo: uma família humana da qual Deus é o único Pai. Este é o caminho para a paz entre os povos e as nações.
O ano de 2011 assinala, certamente de forma positiva, a missão dos afro-brasileiros na busca da igualdade racial. A Organização das Nações Unidas – ONU, o declarou como ano internacional do afro-descendente; a Unesco, órgão da ONU para a infância e adolescência o declarou como ano para a superação do racismo na  infância e adolescência. São noticias alvissareiras que compreendemos como consequência da perseverança da população negra em buscar os seus direitos.
Celebremos com alegria esse tempo de manifestações em torno do dia 20 de novembro, dia da consciência negra, data em que se faz memória de Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência contra a escravidão. Os afro-descendentes, segundo dados do último censo, constituem a metade da população brasileira. Dos 16 milhões de brasileiros que vivem em situação de miséria, 70% são negros. A Igreja, como advogada dos pobres, se solidariza com esses nossos irmãos e irmãs.
Roguemos que Nossa Senhora Aparecida, modelo de discipulado, proteja a todos com seu manto materno.
Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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