quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A caminhada pela família em Campos

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Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)
Já se tornou uma forte experiência pastoral e intensamente evangelizadora a realização no mês de Agosto da caminhada pela família, organizada pela Pastoral Familiar. Este ano a proposta do mês vocacional focalizou o mesmo lema da JMJ 2013: " Ide e fazei discípulos meus a todos os povos e nações".

Com o empenho de transmitir a fé no âmbito das famílias,  esta caminhada quer despertar nas famílias sua vocação e missão, a de ser como o lar de Nazaré, a primeira Igreja, a Igreja doméstica, a Igreja da Casa dos pais, que sempre será o primeiro lugar de evangelização e santificação.
Quando os pais tercerizam a educação, abrem mão das suas funções de serem os primeiros educadores e catequistas dos seus filhos por direito divino, a fé corre o risco de não ser passada adiante como experiência de vida, como testemunho de valores que fontalizam e baseiam toda a nossa existência.
Quando o grande filosofo Sorem Kierkegard respondeu a pergunta de porque tinha fé; ele respondeu: " Porque meu pai assim me ensinou ", percebemos que a fé precisa ser vivenciada e testemunhada pelos progenitores, que junto a vida corporal descortinam para nós os mistérios sublimes da fé, que nos abrem para a vida eterna e definitiva.
Seria uma grande pena ter filhos saudáveis, inteligentes, mas analfabetos na fé, ignorantes e desconhecedores do Pai das misericórdias, e acrescentaria aquela pergunta que Santo Inácio fez a seu amigo Francisco Xavier, parafraseando as mesmas palavras de Cristo:" Francisco, de que vale ganhar o mundo inteiro, se viermos a perder a nossa alma?"
Que os pais resgatem esta incumbência divina, que o Espirito Santo os empodere e os fortaleça para tornarem a sua família, uma cidadela do Senhor, onde os filhos possam ser educados na justiça, amor e santo temor de Deus.Deus seja louvado

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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