segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Romaria à Aparecida

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Dom Orani João Tempesta 
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)
Nossa Arquidiocese, no próximo sábado, dia 31 de agosto, se coloca no coração da Mãe, Padroeira e Rainha do Brasil! Estaremos todos: bispos, padres, religiosos, seminaristas, lideranças pastorais e fiéis da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro no Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida para a nossa ação de graças a Deus por tantos benefícios que Ele tem concedido à nossa Igreja Arquidiocesana. Iremos, de maneira especial, agradecer a Deus, através da intercessão de Maria, pelo bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e a visita do Santo Padre, o Papa Francisco. No ano passado, colocávamos nas mãos de Maria essa intercessão e agora iremos agradecer. Para isso, convido todos a irem, se possível, identificados com as camisetas da JMJ Rio 2013.

A programação da nossa Romaria começará às 6h30min, com a concentração na Tribuna Papa Bento XVI. Às 7h será o inicio, com a recitação do terço. Segue-se às 8h o deslocamento para o interior da Basílica e às 9hs presidirei a Missa que será transmitida pela mídia católica, seguida da continuação da recitação do terço pelas ruas da cidade e a via-sacra no Morro do Cristo. Cada vicariato estará responsável por uma parte da celebração. Enquanto a Via Sacra será organizada pelo vicariato Jacarepaguá e a procissão com a imagem de Nossa Senhora ficará a cargo dos jovens dos vicariatos Suburbano e Urbano, os vicariatos Norte, Sul, Oeste e Leopoldina serão responsáveis por cada um dos cinco mistérios da oração do terço. Durante a peregrinação, faremos, nos ônibus, uma coleta especial para ajudar nas despesas ainda existentes da Jornada. Tenho certeza de que partilharemos com generosidade desse momento.
A primeira romaria para o Santuário Nacional aconteceu em 1902, motivada pelo Senhor Cardeal Joaquim Arcoverde, em preparação ao jubileu áureo da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição, que aconteceria dois anos depois. Mas foi a partir de 1931 que a peregrinação ganhou maior impulso, após a visita da imagem de Nossa Senhora Aparecida ao Rio de Janeiro, quando foi proclamada Padroeira do Brasil.
O Papa Francisco, em Aparecida, nos ensinou que: “É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E por isso a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria. Venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude todos nós, os Pastores do Povo de Deus, os pais e os educadores a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um país e de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar a atenção para três simples posturas: conservar a esperança, deixar-se surpreender por Deus e viver na alegria”.
Eu, igualmente, também gostaria que as três posturas propostas há um mês pelo nosso amado Papa Francisco fossem assumidas pela Igreja do Rio de Janeiro, ou seja, que conservemos sempre a esperança, que nos deixemos surpreender por Deus e que vivamos plenamente na alegria.
Todos os que peregrinam ao Santuário Nacional da Padroeira do Brasil experimentam, aos poucos, a graça de sentirem-se acolhidos por Maria Santíssima como filhos. Por meio de seu coração materno, vivenciam o quanto Deus os ama e colocam-se a seu serviço, confiantes na sua Providência Divina. A peregrinação anual de nossa Arquidiocese é um momento de transformação interior.
Se crermos que somos amados por Deus, o amor nos impulsionará a vivermos de acordo com seus ensinamentos. Nossa Senhora Aparecida intercede a Jesus as graças que necessitamos para o seguimento do Evangelho e o anúncio da salvação. Como o Pai lhe confiou a educação humana de seu Filho, assim também acreditamos que a Virgem Aparecida nos ajuda a formar nossa vida à sua semelhança.
O Santo Padre insistiu muito na nova evangelização, por isso Maria nos ensina a fazer tudo o que Jesus nos disser – se as palavras comovem e os exemplos arrastam, a transformação do nosso interior faz com que, por meio de nós, muitos encontrem o caminho de volta à casa do Pai. Nosso apostolado torna-se uma expressão de amor, por isso, generoso, humilde e acompanhado com as bênçãos da Virgem Maria.
Nossa Senhora Aparecida nos aponta para Jesus Cristo ressuscitado, como nos ensinou o Papa Francisco em Aparecida: "Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI: «O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro” (Discurso inaugural da Conferência de Aparecida). 
Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora, Ela nos pede: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5). Sim, Mãe nossa, nós nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria".
Que nossa 81ª Romaria junto da Virgem nos instrua a pedir que Maria Santíssima nos ensine a transformar em fatos concretos as maravilhas que Deus realizou em nossa Arquidiocese com a JMJ. Que todos nós possamos ser, realmente, homens e mulheres, jovens, adolescentes, crianças e, acima de tudo, cristãos capazes de conservar a esperança, deixar-se surpreender por Deus e viver na alegria. E que, saibamos, principalmente, continuar acolhendo os “corações aquecidos” que estão retornando para casa depois da experiência belíssima da Jornada. Que a Virgem Aparecida nos mantenha neste bom propósito!
Boa e santa romaria para todos!

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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