quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A IGREJA

A Igreja no desígnio de Deus

A palavra “Igreja” significa “convocação”. Designa a assembléia daqueles que a Palavra de Deus convoca para formarem o Povo de Deus e que, alimentados pelo Corpo de Cristo, se tornam Corpo de Cristo.
A Igreja é ao mesmo tempo caminho e finalidade do desígnio de Deus: prefigurada na criação, preparada na Antiga Aliança, fundada pelas palavras e atos de Jesus Cristo, realizada por sua Cruz redentora e por sua Ressurreição, ela é manifestada como mistério de salvação pela efusão do Espírito Santo. Será consumada na glória do céu como assembléia de todos os resgatados da terra.

A Igreja é ao mesmo tempo visível e espiritual, sociedade hierárquica e Corpo Místico de Cristo. Ela é uma, formada de um elemento humano e um elemento divino. Somente a fé pode acolher este mistério.
A Igreja é no mundo presente o sacramento da salvação, o sinal e o instrumento da comunhão de Deus e dos homens.

A Igreja – Povo de Deus, Corpo de Cristo, Templo do Espírito Santo

“Cristo Jesus entregou-se a si mesmo por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e para purificar um povo que lhe pertence” (Tt 2,14).
Ingressa-se no Povo de Deus pela fé e pelo Batismo. “Todos os homens são chamados a fazer parte do Povo de Deus” a fim de que, em Cristo, “os homens constituam uma só família e um só Povo de Deus”.
A Igreja é o Corpo de Cristo. Pelo Espírito e pela ação deste nos sacramentos, sobretudo a Eucaristia. A Igreja é este Corpo do qual Cristo é a Cabeça: ela vive dele, nele e por ele; ele vive com ela e nela.
A Igreja é o Templo do Espírito Santo. O Espírito é como a alma do Corpo Místico, princípio de sua vida, da unidade na diversidade e da riqueza de seus dons e carismas.

A Igreja é Una, Santa, Católica e Apostólica

A Igreja é uma: tem um só Senhor, confessa uma só fé, nasce de um só Batismo, forma um só Corpo, vivificado por um só Espírito, em vista de uma única esperança, no fim da qual serão superadas todas as divisões.
A Igreja é santa: o Deus Santíssimo é seu autor; Cristo, seu Esposo, se entregou por ela para santificá-la; o Espírito de santidade a vivifica.
A Igreja é católica: anuncia a totalidade da fé; traz em si e administra a plenitude dos meios de salvação; é enviada a todos os povos; dirige-se a todos os homens; “ela é, por sua própria natureza, missionária”.
A Igreja é apostólica: está construída sobre fundamentos duradouros: “Os doze Apóstolos do Cordeiro”; ela é indestrutível; é infalivelmente mantida na verdade: Cristo a governa por meio de Pedro e dos demais apóstolos, presentes em seus sucessores, o Papa e o colégio dos Bispos.

Os fiéis de Cristo – Hierarquia, Leigos, Vida Consagrada
Fiéis são os que, incorporados a Cristo pelo Batismo, foram constituídos em Povo de Deus e, assim, feitos participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profético e régio de Cristo, são chamados a exercer, seguindo a condição própria de cada um, a missão que Deus confiou para a Igreja cumprir no mundo.
Para anunciar a fé e para implantar seu Reino, Cristo envia seus apóstolos e seus sucessores, os Bispos que são, cada um por sua parte, princípio visível e fundamento da unidade em suas Igrejas particulares.Ajudados pelos presbíteros, seus cooperadores e pelos diáconos, os Bispos têm o ofício de ensinar autenticamente a fé, de celebrar o culto divino, sobretudo a Eucaristia e de dirigir suas Igrejas como verdadeiros pastores. A seu ofício pertence também a solicitude por todas as Igrejas, com o Papa e sob a direção dele. O Papa tem, por instituição divina, poder supremo, pleno, imediato e universal na cura das almas.
Os leigos participam do sacerdócio de Cristo: cada vez mais unidos a ele, desenvolvem a graça do Batismo e da Confirmação em todas as dimensões da vida pessoal, familiar, social e eclesial e realizam, assim, o chamado à santidade, dirigido a todos os batizados. Graças à sua missão profética, os leigos são também chamados a serem testemunhas de Cristo em tudo, no meio da comunidade humana.
A vida consagrada a Deus caracteriza-se pela profissão pública dos conselhos evangélicos de pobreza, de castidade e de obediência em um estado de vida permanente reconhecido pela Igreja. Entregue a Deus supremamente amado, aquele que pelo Batismo já havia sido destinado a Ele encontra-se, no estado de vida consagrada, mais intimamente voltado ao serviço divino e dedicado ao bem de toda a Igreja.

A Comunhão dos Santos
A Igreja é “comunhão dos Santos”: esta expressão designa primeiro as “coisas santas” e antes de tudo a Eucaristia, pela qual é representada e realizada a unidade dos fiéis que, em Cristo, formam um só corpo.
Cremos na comunhão de todos os fiéis de Cristo, dos que são peregrinos na terra, dos defuntos que estão terminando a sua purificação, dos bem-aventurados do céu, formando, todos juntos, uma só Igreja, e cremos que nesta comunhão o amor misericordioso de Deus e de seus santos está sempre à escuta de nossas orações.

Maria – Mãe de Cristo, Mãe da Igreja
Ao pronunciar o “Fiat” (faça-se) da Anunciação e ao dar seu consentimento ao Mistério da Encarnação, Maria já colabora para toda a obra que seu Filho deverá realizar.
Depois de encerrar o curso de sua vida terrestre, a Santíssima Virgem Maria foi elevada em corpo e alma à glória do Céu, onde já participa da glória da ressurreição de seu Filho, antecipando a ressurreição de todos os membros de seu corpo.
Cremos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no Céu sua função materna em relação aos membros de Cristo.





Nenhum comentário :

Postar um comentário

Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

CNBB - Imprensa