segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Avaliação do Ano Catequético Nacional – 2009

Aprovado pela 44ª Assembléia Geral dos Bispos (2006), tendo como tema: “Catequese, caminho para o
discipulado”, e como lema: “Nosso coração arde quando ele fala, explica as escrituras e parte o pão” (cf Lc 24,13‐35),
o Ano Catequético veio apoiar uma catequese de caráter iniciático, processual e permanente.

Teve como inspiração bíblica a experiência dos discípulos de Emaús. Os 17 regionais da CNBB dele
participaram, de uma forma intensa e frutuosa, através da produção de material, estudo e aprofundamento do texto
base, encontros de formação, eventos de massa, criação de escolas bíblico‐catequéticas e cursos de pós‐graduação
em catequética. Procurou‐se sensibilizar os bispos, presbíteros, primeiros responsáveis pela catequese, e trazer para
a reflexão agentes leigos/as, pastorais e movimentos.
Todas as atividades desenvolvidas em preparação à Terceira Semana Brasileira de Catequese foram
delineando a concepção de uma catequese bíblica, vivencial e celebrativa, tendo como eixo norteador a “Iniciação à
Vida Cristã”, que se torna uma grande inspiração para ação catequética da Igreja no Brasil.
Agora chegou o momento de avaliar toda a caminhada e, de modo especial, o Ano Catequético, que não
ficou restrito às/aos catequistas, mas quis alcançar toda Igreja. Foram, então, propostas algumas questões para as
comissões episcopais pastorais que contribuíram diretamente para a realização do evento e para os regionais.
Síntese das respostas da Comissão Episcopal Pastoral de Liturgia:
Como foi o envolvimento da Comissão nas propostas e atividades do ANC?
Houve:
Participação direta na preparação e realização das celebrações
Participação na produção do CD do ANC
Divulgação e incentivo à vivência do ANC (roteiros homiléticos; celebrações da CNBB – textos na Revista de Liturgia,
indicação de dom Manoel e Pe. Domingos para a equipe do tema prioritário da AG, colaboração na produção do
subsídio Liturgia e Catequese de Frei Ariovaldo.)
Que desafios foram percebidos durante o ANC?
Precisamos:
Aprofundar ainda mais a ligação entre Catequese e liturgia
Investir mais na formação litúrgica dos catequistas, especialmente para conhecerem a proposta ritual do RICA
Apresentar formas concretas de aplicação do RICA na catequese
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Que conseqüências práticas o ANC trouxe?
Fizemos progressos no que diz respeito a:
Solidificar a relação fraterna e complementar das 2 comissões (Liturgia e Catequese)
Compreender a dimensão catequética da liturgia e a dimensão litúrgica da catequese.
Síntese dos 17 regionais da CNBB:
Como foi o envolvimento do REGIONAL nas propostas e atividades do Ano Catequético Nacional?
De um modo geral houve:
‐ Estudo do texto base em todas as dioceses, envolvendo os catequistas, presbíteros, agentes de outras pastorais,
movimentos e organismos. Em algumas dioceses houve produção de material e contribuições apresentadas nas
Assembléias Regionais.
‐ Criação e re‐estruturação de escolas bíblico‐catequéticas, surgimentos de novos cursos de pós‐graduação em
pedagogia catequética.
‐ Celebrações eucarísticas e da Palavra na abertura e encerramento do ACN, concentrações, jornadas, congressos,
caminhadas, romarias aos Santuários (Juazeiro, Aparecida e Trindade).
Que desafios foram percebidos durante a caminhada do Ano Catequético?
Enfrentamos dificuldades para:
‐ Fazer do Ano Catequético um acontecimento de toda a Igreja.
‐ Superar uma certa resistência dos presbíteros à nova proposta de uma catequese a serviço da Iniciação à Vida
Cristã.
‐ Envolver os presbíteros nas atividades propostas.
‐ Lidar com a fragilidade da formação dos catequistas diante da missão de torná‐los verdadeiros discípulos
missionários, a exemplo dos discípulos de Emáus.
‐ Promover um trabalho conjunto e orgânico das pastorais.
‐ Envolver conscientemente os próprios catequistas e demais lideranças.
‐ Despertar a consciência de que a catequese é uma ação eclesial..
‐ Acentuar que a catequese não pode ser apenas ocasional, levando somente à preparação dos sacramentos, mas
precisa ser progressiva, orgânica e permanente.
‐ Inserir os catequistas na vida da comunidade.
‐ Promover formação permanente dos catequistas, tendo como base a palavra e liturgia.
‐ Apresentar aos adultos uma proposta de formação permanente.
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‐ Superar as distâncias e falta de investimento (financeiro) na formação dos catequistas.
‐ Rever os conteúdos das escolas bíblico‐catequéticas.
‐ Promover mudança de metodologia na ação catequética.
‐ Por em ação a centralidade da Palavra de Deus, a dimensão litúrgica, a instituição do ministério da catequese.
‐ Intensificar a dimensão missionária.
‐ Tornar efetiva uma nova concepção de catequese, superando a idéia de que catequese é apenas destinada às
crianças e adolescentes.
‐ Passar de uma catequese de instrução para uma catequese mistagógica.
Que conseqüências práticas o Ano Catequético trouxe para a Igreja Local?
Conseguimos:
‐ Mudanças na nossa pedagogia pastoral, com inspiração no jeito de ser e fazer de Jesus Cristo.
‐ Investimento na formação dos catequistas.
‐ Estudo do Documento nº 97 “Iniciação à Vida Cristã”.
‐ Criação de escola regional para articuladores da animação bíblico‐catequética.
‐ Formação bíblica para as coordenações diocesanas.
‐ Incentivo à catequese de inspiração catecumenal.
‐ Valorização e retomada da vocação de anunciar a Palavra de Deus.
‐ Consciência de sermos discípulos missionários.
‐ Maior envolvimento da família dos catequizandos.
‐ Trabalho conjunto com a pastoral familiar e vicentinos.
‐ Avanços em vista de uma pastoral de conjunto.
‐ Despertar para a eclesialidade.
‐ Despertar nos adultos a busca da formação e aprofundamento da fé.
‐ Implantar projeto de Catecumenato Batismal/Iniciação à Vida Cristã
‐ Instaurar um itinerário de iniciação à vida cristã em estilo catecumenal.
‐ Criação de escolas bíblico‐catequéticas para catequistas iniciantes.
‐ Elaboração de subsídio da catequese de inspiração catecumenal.
‐ Apoio e divulgação pela mídia católica dos eventos realizados.
‐ Ver o tema tratado em cursos de teologia.
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‐ Um olhar prioritário e comprometido com a catequese, por parte dos presbíteros e demais pastorais.
‐ Conscientização de uma catequese bíblica, celebrativa e vivencial a partir da iniciação à vida cristã.
‐ Projetos de formação permanente em vista da Iniciação à Vida Cristã.
‐ Acolhida da proposta de iniciação à vida cristã e aproximação com a liturgia, a a partir do estudo do texto base.
‐ Planejamentos diocesanos a partir das proposições do ACN.
‐ Estudo e vivência da Palavra de Deus.
‐ Catequese mais celebrativa.
‐ Entendimento de uma catequese renovada, sobretudo pelos presbíteros.
‐ Maior percepção da urgência em atender os adultos.
‐ Elaboração de Diretrizes Diocesanas para a caminhada catequética.
‐ Organização de novas escolas de formação de catequistas e coordenadores de catequese.
DESTAQUES
Foram consideradas como consequências importantes desse trabalho, em regionais e dioceses diferentes:
‐ Um Congresso do Regional, que trouxe um novo jeito de compreender e realizar a educação da fé no mundo pósmoderno;
a alegria de SER CATEQUISTA, abriu novos horizontes para a catequese do regional.
‐ A realização da 2ª Romaria dos catequistas em Juazeiro do Norte, com mais de 5000 romeiros, vindos de todas as
dioceses do Ceará. O evento contou com a presença de Dom Eugênio Rixen.
‐ O esforço de todas as paróquias na realização das atividades propostas pela Diocese, mesmo tendo que participar
de outros eventos, como o 12º Intereclesial.
‐‐ Um Curso de Pós‐Graduação.
‐ Um 1º Congresso de Catequese sobre tema Iniciação à Vida Cristã e a Palavra de Deus.
‐ O início da Escola Bíblico‐Catequética do Regional.
‐ A participação de um integrante da coordenação regional de catequese no Conselho do Fórum do Direito da
Criança e do Adolescente.
‐ A elaboração de subsídios.
‐ O estudo, reflexão e mentalização sobre a Iniciação à Vida Cristã.
‐ A participação de todas as dioceses do Regional na Terceira Semana Brasileira de Catequese.
‐ A participação de Dom Jacinto Bergmann, bispo referencial da Animação Bíblico‐Catequética do Regional Sul 3.
‐ O lançamento de um livro sobre catequese familiar.
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AVALIAÇÃO DA TERCEIRA SEMANA BRASILEIRA DE CATEQUESE
A avaliação da Terceira Semana Brasileira de Catequese foi realizada através de questões objetivas e
subjetivas, respondidas pelos participantes no final do evento. Dessa forma a tabulação foi feita através de gráficos.
Passamos a apresentar uma síntese das questões respondidas.
Ficou bem claro que estamos vivendo uma mudança de época. Tomamos consciência disso e por isso é
preciso repensar a caminhada catequética, partindo de uma mudança de mentalidade. Há necessidade de se investir
na formação de um novo catequista e de se aprofundar o estudo sobre a iniciação à vida cristã com experiências
concretas sobre catecumenato. É necessário, também, que se dê mais formação catequética aos presbíteros, de
modo que bispos e presbíteros se envolvam mais com a catequese, valorizando as iniciativas dos catequistas em sua
tarefa de evangelização.
Precisamos de uma catequese que se relacione mais com as pessoas, principalmente, com os adultos e as
famílias dos catequizandos. É necessária uma catequese mais afetiva, experiencial, que vivencie a pedagogia e o
seguimento de Jesus. É preciso se desinstalar e ter ousadia para conduzir catequistas e catequizandos ao amor de
Deus. Uma nova concepção de catequese não só deve valorizar a metodologia, mas também a dimensão bíblica e
integrar catequese e liturgia. Deve, principalmente, dialogar com as outras pastorais com o objetivo de criar uma
pastoral de conjunto e construir comunidades catequizadoras.
Em encontros desse porte, deve‐se levar mais em conta a dinâmica de participação da assembléia, com
trabalhos de grupo e partilha entre Regionais e Dioceses. A interatividade da assembléia é muito importante e deve
ser considerada na organização de futuros eventos.
O tema central ‐ Iniciação à Vida Cristã, poderia ter sido melhor aprofundado, evidenciando uma correlação mais
explícita com as demais temáticas desenvolvidas, tanto na assembléia como nas oficinas.

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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