quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Depressão na Adolescência


Não há dúvida que a depressão atinge não só os adultos, mas crianças e adolescentes. A depressão gera sintomas que acabam por comprometer a vida social, profissional e interpessoal do indivíduo. É importante estudar a depressão na adolescência para "previnir" transtornos e até mesmo um eventual suicídio. Infelizmente no Brasil existem poucas pesquisas que exploram este tema.

Todos têm o conhecimento de quanto é conturbada a fase da adolescência, e que possui diversos transtornos afetivos. Há mudanças biológicas (puberdade, aumento físico do tamanho); deveres psicossociais (criar relações íntimas com pessoas significativas, tomar decisões importantes) e mudança no meio (transição do meio).E justamente por ser uma fase do desenvolvimento humano em que grande número de mudanças ocorrem em um período muito curto, supõe uma certa preocupação em relação ao desenvolvimento de problemas ligados à saúde mental.

O conceito de família vem sofrendo grandes mudanças nas últimas décadas, acompanhando as tendências de desenvolvimento nos âmbitos econômico, tecnológico, político e cultural. A estrutura familiar tem mudado muito: divórcio, mulheres que se lançam no mercado de trabalho, casais de segunda união... É certo que famílias "intactas" tendem a favorecer maior estabilidade e afeto para seus filhos do que famílias reconstituídas ou divididas. Uma família desestruturada pode gerar nos filhos desorganização, distração, descontrole, desatenção...A auto-estima varia conforme a funcionabilidade da família! Lembremos porém que adolescentes que vêm de famílias estruturadas podem também sofrer de depressão, pois a estrutura familiar diminui os riscos de depressão na adolescência mas não os anula!

È preciso haver diálogo entre pais e filhos, pois o "revelar-se" ao outro facilita o relacionamento familiar e ajuda os "pais-educadores" além de poder livrar os adolescentes de uma possível depressão. Este esforço precisa ser tanto dos filhos para com os pais como dos pais para com os filhos, levando em conta que muitos pais nem entre si conseguem dialogar, e os pensamentos negativos são quase que inevitáveis.

Apesar de toda "modernização" do mundo a grande parte dos pais educa os filhos de forma autoritária e agressiva; talvez este método até funcione por algum tempo mas o que forma o adolescente como pessoa e o livra de certos "traumas" em relação à superiores é a "Liberdade-Responsável". Quando há conscientização ao invés de imposição colhe-se muitos mais frutos. Dar limites é preciso; dizer sim e dizer não, mas sem aprisionar, sem superproteger o adolescente. Educar na "Liberdade-Responsável" permite ao adolescente fazer escolhas com maior maturidade. Mas nem todos os pais tem maturidade para dialogar com seus filhos, e talvez, por isso é que fogem do diálogo e preferem adotar o autoritarismo e em casos extremados a agressão. Seria muito mais sensato e formativo decidir em conjunto, ou esclarecer os fatos para que os filhos possam optar e enfrentar as diversas situações e problemas encontrados no decorrer de sua vida. È preciso despertar e respeitar a individualidade dos filhos.

Suporte familiar é o conforto, o suporte emocional (família e outros), o auxílio natural ou assistência da família e dos amigos, expressões de afeto, valorização de atitudes, conselhos fornecidos, expressão de sentimentos, a dimensão carinho versus rejeição, superproteção e controle versus permissão para independência e autonomia. Os que não possuem suporte familiar estão predispostos à depressão quando passam por uma situação estressante. A depressão pode também surgir com a insatisfação do indivíduo com o suporte fornecido pelo seu grupo social.

Os bons relacionamentos com pais e amigos previnem a depressão, pois propiciam sentimentos de bem-estar no adolescente. Já os relacionamentos pobres na infância e adolescência ( pouco afeto provindo dos pais, estimulação, comunicação...) contribuem para aumentar a probabilidade de uma depressão. Quanto maior os problemas vividos na infância, maior a depressão e consequentemente o há maior probabilidade de uso de drogas. O suporte familiar é importante pois influencia diretamente na forma como o indivíduo se auto-avalia e como avalia as informações provindas do meio exterior.

A família deve ajudar o adolescente neste período em que vive tantos conflitos e dúvidas, porém quando o adolescente não encontra alívio para suas "questões interiores" ficam suscetíveis à depressão. Além da oração precisamos de pessoas que desenvolvam trabalhos sobre este tema para que cada vez mais nos conscientizemos e busquemos a Deus que é o Regulador de todas as famílias. Todo adolescente, toda pessoa humana, que recebe amor dos pais, amigos e deixa-se amar por Deus, livra-se da depressão. O amor é a chave para este problema. Uma família onde existe diálogo vive-se o amor, vive-se a felicidade!!! "Dá a graça Senhor, Dá a graça do Amor em nossas famílias que elas vivam seguindo o exemplo da Tua família de Nazaré!!!"

Seminarista Diego Fernandes
Fonte: cancaonova.com

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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