quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Pastoral dos pescadores lança documentário "Vento Forte"

O Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), vinculado à Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lançará o documentário “Vento Forte”, que aborda situações de conflitos socioambientais em comunidades pesqueiras do Brasil. O lançamento ocorrerá nesta segunda-feira, dia 17, às 19h30, na sede da CNBB, em Brasília (DF).

O evento contará com uma mesa de abertura composta pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner; o bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da entidade, dom Guilherme Werlang; a procuradora da 6º Câmara do Ministério Público Federal (MPF) – Para a defesa dos Direitos das Comunidades Tradicionais, Débora Duprat, e os integrantes do Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP), Marizelha Carlos Lopes e Josemar Durães.
O documentário propõe uma reflexão sobre a importância dos pescadores e das pescadoras artesanais para o país e a urgência em debater as problemáticas que atingem seu modo de vida. Segundo o CPP, são diversos os conflitos socioambientais que envolvem as comunidades pesqueiras. “A aquicultura empresarial, o turismo predatório, a pesca industrial e os grandes empreendimentos compõem parte dessas ameaças que negam os direitos das populações tradicionais”, enumera.
De acordo com a secretária executiva do CPP, Maria José Honorato Pacheco, o filme dá visibilidade à situação de ameaça que as comunidades pesqueiras do Brasil vivem, além das violações dos direitos humanos. “Ele demonstra os graves impactos do modelo desenvolvimentista que ameaça o modo de vida das comunidades e que destroem o meio ambiente, colocando em risco toda sociedade e prejudicando as gerações futuras. Esse será um instrumento de divulgação e denúncia aos órgãos competentes em fóruns nacionais e internacionais”, explica.

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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