quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Igreja como Missão

Dom Alfredo Schaffler

Igreja como Missão

Quando Jesus escolheu no meio dos discípulos que seguiram a ele porque se sentiram atraídos por ele,

Os apóstolos, ele teve uma intenção especial.
Ele não escolheu os mais perfeitos e mais preparados, sabemos que um foi um ladrão, outros brigaram e tiveram um comportamento rude, quem sabe, de paciência curta.

Sem dúvida nenhuma , não foi a turma mais perfeita que andavam com ele, que comia com ele e aos quais explicava em particular os seus ensinamentos.

Mas foi com estes doze que ele escolheu depois de uma noite de oração e que o Novo Testamento relata todos os nomes deles, iniciou a missão.

A estes doze confiou não somente as suas palavras, mas o seu testemunho como testamento.
“eu não vim para ser servido, mas para servir”

Eu vim para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”

O grande ensinamento foi a lição de vida dele quando na quinta feira santa, lavou os pés dos discípulos.
Mudou um conceito de comportamento e relacionamento humano, por completo.

Pois era um serviço exclusivamente reservado aos escravos, as pessoas que foram tratados como objetos que se podia vender, que não tinha vez e voz.

Assim o seu ensinamento com os gestos era mais forte do que as palavras.

Nem sempre todos compreenderam ou aceitaram.

O próprio Pedro foi o primeiro que caiu fora, que fez a oposição quando falou: você não vai me lavar os meus pés.

Mas Jesus soube convencer a tal ponto que Pedro com o entusiasmo dele queria depois que fosse lavado pelo mestre no seu corpo todo.

E como Igreja, nos dias de hoje, qual é a lição podemos tirar?

Mais do que nunca fica atual o ensinamento de Jesus Cristo quando quer uma Igreja servidora.

Ou como o Papa Francisco nos fala:

“Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saída pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar as próprias seguranças.

Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem força , a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida.”

Por isso como Igreja teremos credibilidade quando temos transparência e coerência com o nosso agir e nosso ser.

Hoje na nossa Igreja nesta Diocese de Parnaíba, não temos mais taxas por ocasião do batismo ou do matrimônio e da celebração da crisma.

Alguém que procura subterfúgios para cobrar indevidamente nestas celebrações, está ferindo gravemente não somente a comunhão da Igreja, mas ferindo a credibilidade da Igreja.

Falamos de fraternidade como grande ensinamento de Jesus Cristo e tratamos as pessoas diferentes conforme o dinheiro que coloquem nas mãos de um padre que é mercenário.

Como Judas traiu, assim tb. está acontecendo a traição nos dias de hoje, se depois de tantos anos de motivação e orientação em relação da auto sustentação, está se cobrando taxas para celebrar o sacramento do batismo fora da hora estabelecida.

Todos somos corresponsável pela nossa Igreja para que tenhamos cada vez mais credibilidade.

Mas a credibilidade não vem pelo dinheiro, mas pelo serviço e pela transparência e coerência com o anúncio da Palavra de Jesus Cristo.

Firme na fé e fiquem com Deus

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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