segunda-feira, 6 de abril de 2015

Batismo: O Sacramento Chave

Batismo: O Sacramento Chave
Podemos caracterizar o Batismo desta forma, pois, sem ele nenhum outro Sacramento pode ser recebido. O Batismo é a porta para a vida cristã.
Quando recebemos o Sacramento do Batismo, transformamo-nos de criaturas para Filhos Amados de Deus.


O Batismo faz parte do processo da iniciação Cristã e não subsiste como um momento isolado, Porque é o acontecimento culminante que antecede a administração do Sacramento.
A iniciação é um processo que leva tempo para sua preparação, outros sacramentos podem não levar tempo porém passam por um processo de preparação para que todos tenham eficácia para e no crescimento espiritual.

O batismo pode ocorrer em criança (bebê) na adolescência e em adultos.

A primeira razão para batizar uma criança é que o Batismo suprime o pecado original. É verdade que não acaba com todas as suas consequências, pois essa tendência para o mal persiste, mas o Batismo as amortece e, abrindo a porta para a graça divina, faz com que seja possível ter alguns meios eficazes para superá-lo.

o número 1.250 do Catecismo da Igreja Católica, que se expressa nos seguintes termos: "nascidas com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, as crianças também têm necessidade do novo nascimento no Batismo para serem libertas do poder das trevas e transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, a que todos os homens são chamados. A pura gratuidade da graça da salvação é particularmente manifesta no Baptismo das crianças. Por isso, a Igreja e os pais privariam, a criança da graça inestimável de se tornar filho de Deus, se não lhe conferissem o Batismo pouco depois do seu nascimento".

o Batismo proporciona uma ajuda sobrenatural para que as decisões estejam menos influenciadas pelas consequências do pecado original – essa tendência a nos deixarmos levar pelo que não é bom – com a qual todos viemos ao mundo.

Para um adulto fazer todos esses Sacramentos é muito simples. 
Você vai a uma Igreja Católica e diz que quer se batizar, receber a Primeira Eucaristia e o Crisma. Você começará fazer um curso de alguns meses ou até anos, para você conhecer e descobrir a Fé Católica, em todos os mistérios e verdades. 

Após isso você escolherá um padrinho que seja Católico que seja fiel ao Senhor e a Igreja Católica, pois ele será responsável em te auxiliar nesta caminhada. 

E no mesmo dia você receberá o Batismo, a Primeira Eucaristia e o Crisma. 

Quem pode ser padrinho ou madrinha do Batismo? Qualquer católico(a) que possa educar na fé aquele que vai ser batizado.

E os que morrem sem Batismo? Deus “quer que todos os homens sejam salvos (1Tm 2, 4).” A Igreja crê que aqueles que, sem culpa, não chegaram a abraçar a fé cristã nem a receber o Batismo, mas tenham vivido retamente de acordo com a sua consciência, podem receber a salvação de Cristo por meios que somente Deus conhece. Quanto às crianças que morrem sem o Batismo, se por um lado já nascem feridas pelo Pecado Original, também já nascem marcadas pela mesma salvação, que Cristo trouxe para todos.

Quem é o ministro do Batismo? É o bispo, padre ou diácono. Em caso de real necessidade, qualquer pessoa, mesmo não batizada, pode batizar, utilizando a fórmula: “Eu te batizo em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Logo que possível, porém, deve-se levar o batizando à igreja para que um sacerdote celebre os ritos complementares e anote seu nome no livro dos batizados.

O que é necessário para o rito do Batismo?Fundamentalmente, a água. O Batismo pode ser feito por tríplice imersão ou infusão, isto é, derramando-se três vezes água na cabeça da criança e pronunciando-se as palavras rituais. São ritos complementares: o Sinal da Cruz (o batizado pertence a Cristo), a leitura da Palavra, a imposição da mão e a unção do peito (a Força de Cristo toma conta da pessoa, expulsando todo influxo maligno), a renúncia a Satanás, a confissão da fé católica, a unção com o Santo Crisma (o batizado foi ungido, como Cristo, pelo Espírito Santo), a veste branca (glória e imortalidade), a vela acesa (o novo cristão foi iluminado pelo Ressuscitado) e a oração do Pai Nosso, que recorda que o novo cristão agora é filho de Deus e pode, como Jesus, chamá-lo de Pai.

A preparação para o Batismo1 - Os pais cristãos têm obrigação de cuidar para que as crianças sejam batizadas nas primeiras semanas de vida, e toda a comunidade deve oferecer aos pais a oportunidade da preparação para o Batismo dos seus filhos. Essa preparação é um conjunto de iniciativas para oferecer aos pais e padrinhos a correta orientação e a inserção na vida da Igreja. O Batismo incorpora o batizando à comunidade, por isso o ideal é que a preparação e a celebração sejam feitos na paróquia onde os pais ou o próprio batizando (caso adulto) moram ou frequentem.

Os encontros com a comunidade devem ser participativos, fraternos e coerentes com a realidade da pessoa. É importante usar a sensibilidade e adequar o conteúdo aos participantes. A comunidade deve mostrar, através de gestos concretos, a vivência da fé e do amor fraterno. Crianças até sete anos de idade não precisam de preparação, mas acima disso devem ser inseridas na comunidade, assim como os adultos, para que aprendam a importância dos Sacramentos e possam vivenciar Deus de fato.
Em sua vida, até hoje, existiram diversos momentos decisivos e importantes, que são comemorados por você, por sua família e amigos todos os anos: o dia em que você nasceu, o dia em que se casou... São comemorações válidas, sem dúvida. E se essas coisas temporárias, que um dia perderão a importância e o significado, pois pertencem a este mundo passageiro, merecem ser celebradas, imagine então o dia do seu Batismo, dia em que você nasceu para a vida eterna, a vida na Graça Divina, que dura para sempre? O dia em que você foi integrado ao Corpo de Cristo?



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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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