segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Pastoral Carcerária debaterá privatização do sistema prisional

Em 2014, recente estudo da Pastoral Carcerária constatou que a privatização do sistema prisional “não tem sido vantajosa para a administração pública, tanto com base em considerações legais quanto financeiras”.
No contexto desse debate, coordenadores estaduais e integrantes da coordenação nacional participarão do Encontro Nacional sobre Privatização do Sistema Prisional, de 28 a 30 de agosto, em Goiânia (GO). O evento será no Instituto São Francisco de Assis.

Como parte das atividades do encontro, no sábado, 29, das 9h às 12h30, haverá o seminário “Encarceramento em Massa e Privatização do Sistema Prisional”. Exclusivamente, essa atividade será aberta ao público, sem necessidade de inscrição.
Entre os debatedores convidados para o seminário estão o agente penitenciário, Eduardo Moura Nascimento; o professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Martineli Massola; o promotor de justiça do Estado de Goiás, Haroldo Caetano, e o assessor jurídico nacional da Pastoral Carcerária, Paulo Cesar Malvezzi Filho.
Dados 
De acordo com dados do Ministério da Justiça, o sistema carcerário brasileiro é o quarto maior do mundo,com 600 mil pessoas presas,  atrás apenas da Rússia (673,8 mil), China (1,6 milhão) e Estados Unidos (2,2 milhões).
Para a Pastoral Carcerária, a opção pelo encarceramento em massa e a precarização da vida humana nas cadeias não trouxeram nenhuma melhora na segurança pública.
Para as lideranças do organismo, a privatização do sistema carcerário e a terceirização de serviços das cadeias têm contribuído apenas para o aumento da violência nas unidades prisionais, além da superlotação.
CNBB com informações da Pastoral Carcerária. 

http://www.cnbb.org.br/imprensa-1/17184-encontro-da-pastoral-carceraria-debatera-privatizacao-do-sistema-prisional

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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