segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Símbolos da JMJ são acolhidos por mais de 100 mil em São Paulo


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“Queridos jovens sintam-se todos convidados a participar deste grande evento de peregrinação que está movimentando a Igreja e o Brasil inteiro. Lembrem-se, vocês são os protagonistas desta bonita festa que é o símbolo maior de nossa fé. Bem-vindos à Jornada Mundial da Juventude”.

Com essas palavras o núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, convidou os mais de 100 mil que lotaram o Campo de Marte (SP), para assistir as atrações musicais e participar da missa de acolhida da Cruz e Ícone de Nossa Senhora, da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que chegou ontem, 18, em São Paulo para sua peregrinação de dois anos pelas dioceses do país.
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O evento, intitulado Bote Fé, aconteceu das 9h às 21h, contou com a presença de cardeis, arcebispos, bispos, padres, representantes do Governo Federal, Estadual e Municipal, de paróquias, comunidades, grupos de jovens, além de 1100 voluntários de apoio e centenas de ministros extraordinários da comunhão.
baldisserilorenzonuncioDepois de seguirem pela cidade em carro aberto, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora chegaram ao Campo de Marte, às 16h, no início da missa, ponto alto das festividades de acolhida dos símbolos. Após passar por um corredor, formado no meio da multidão, os símbolos foram postos no altar, levando ao delírio os 100 mil presentes.
O núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, explicou que a Cruz não é um simples objeto de madeira, mas “Cristo que passa”. Ele também destacou o ardor missionário que deve caracterizar a peregrinação. “Nosso redentor nos chama a uma nova aurora de fidelidade à missão que temos recebido de difundir a fé pelos quatro cantos da nossa querida nação brasileira. Por isso, não guarde a felicidade de Cristo apenas para você, comunique aos outros a alegria de nosso Pai. O mundo necessita do testemunho de Deus. Penso que a presença de todos aqui, nesse momento, é a prova maravilhosa da fecundidade do mandato de Cristo à Igreja”, disse dom Lorenzo.
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A missa
odiloschererbotefeA missa foi presidida pelo cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, e concelebrada pelo núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri; pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e secretário geral, respectivamente, cardeal Raymundo Damasceno Assis e dom Leonardo Steiner; pelo arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, e pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro, além de dezenas de outros bispos e padres de todo o país.
Dom Odilo, em sua homilia, afirmou que, através da cruz, Cristo se colocou ao lado do homem, se fez servo de todos, padeceu com eles para se fazer presente em suas angústias. “A cruz é o símbolo de quem entrega a vida pelos que ama. Mesmo aqueles que não o conhecem ou rejeitam o Seu amor. No nosso batismo somos assinalados com o sinal da cruz, colocamos um crucifixo também nas nossas Igrejas, nas nossas casas, no trabalho. É o sinal da nossa pertença a Cristo”, disse.
damascenocardealassisO presidente da CNBB se disse “muito feliz” com a quantidade de jovens que atenderam ao chamado da Igreja e lotaram o Campo de Marte, escolhido para receber os símbolos da JMJ. “A CNBB fica muito feliz com o número tão significativo de jovens presentes neste primeiro ato da Jornada Mundial da Juventude, que é a acolhida da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora. A Conferência dos Bispos é grata ao Santo Padre por ter designado ao Brasil a honra de ser sede de mais um evento eclesial mundial, que é a JMJ. Nós desejamos que de fato o tema escolhido pelo papa, ‘Ide e fazeis discípulos em todos os povos’, seja de fato um compromisso, uma convocação para todos os jovens, para que eles sejam verdadeiramente apóstolos dos próprios jovens”, frisou o cardeal.
“Nós esperamos que venha mais de um milhão de jovens para a próxima Jornada Mundial da Juventude. Na verdade estamos esperando entre três e quatro milhões de pessoas de todo o mundo. Estamos em contato com todas as esferas do governo (Federal, Estadual e Municipal). Muito provavelmente vai se constituir uma comissão entre o Governo Federal e a CNBB em relação à Jornada Mundial da Juventude”, explicou o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, sobre os inícios de trabalho para a próxima JMJ.
Juventude
domsteinerurichleonardoDom Leonardo destacou ainda a importância de apresentar os valores do Evangelho aos jovens. “Todo jovem sonha, busca e quer um fundamento para a sua vida. A Igreja tem esse fundamento, que é o Evangelho de Jesus Cristo. Então, os jovens, quando tocados em seus profundos sentimentos, aceitam esses valores, que não são valores apenas morais. São valores que ajudam a orientar uma vida e criam relações novas entre os próprios jovens, com a própria Igreja e com a sociedade. Espero que a Jornada Mundial da Juventude desperte os nossos jovens para esta realidade tão grandiosa e os ajude a redescobrir a grandeza e a beleza do Evangelho de Jesus Cristo”.
* A quantidade de público total foi estipulada, em conjunto, pela Prefeitura da São Paulo, Aeronáutica e Polícia Militar de São Paulo

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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