segunda-feira, 14 de outubro de 2013

“A quem eu te enviar, irás” (Jr 1,7)

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Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)
Com este texto do profeta Jeremias, a CNBB e mais especialmente a dimensão missionária trata de celebrar o mês de outubro, assumindo a temática: juventude e missão dando continuidade a JMJ e a Campanha da Fraternidade 2013. Jeremias expressa no inicio do seu chamado a sua fragilidade e medos diante do tamanho da tarefa que Deus lhe havia dado. Não é menor que a do jovem cristão atual de se tornar um Evangelho vivo, para seus companheiros de caminhada, numa cultura secular, pluralista e por certo relativista. No entanto apesar desse clima aparentemente hostil ao anuncio, a juventude e a própria humanidade manifestam uma sede profunda de sentido e transcendência que só Deus pode responder.

Verificou-se na JMJ um entusiasmo e uma alegria de viver a fé e de uma renovada identidade ou pertencimento eclesial, que mostram claramente a busca e o desejo de encontrar o absoluto que plenifica suas vidas. O grande desafio é passar desse primeiro encontro ou dessa experiência marcante a um processo e itinerário de crescimento sustentável e continuo da fé.
Ser missionário nesses novos tempos, é anunciar a um Cristo atraente, alegre, fascinante, capaz de empolgar e reencantar o jovem de hoje, mas também ajudar a inserir o convertido e peregrino numa comunidade da fé e salvação.
Ainda desencadear dinamismos de geração e construção da cultura do encontro e da fraternidade, espaço de formação de um homem novo, solidário, integrado, altruísta, centrado no amor agápico de partilha e comunhão.
Que os jovens cristãos inspirados na força, coragem e fidelidade de Jeremias, possam comunicar e transmitir a fé, com sua vida, atitudes e com o testemunho vivo da Palavra de Deus que faz acontecer o Reino de Cristo, a única Boa Nova maravilhosa que trás a felicidade plena para o ser humano. Deus seja louvado!

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Reflexão

Todas as pessoas costumam falar em justiça ,mas para a maioria delas o fundamento dessa justiça são princípios e valores humanos, principalmente o que está escrito nas leis. Para nós cristãos, esse critério não é suficiente para entendermos verdadeiramente o que é justiça. Não é suficiente em primeiro lugar porque nem tudo o que é legal, é justo ou moral, como por exemplo a legalização do divórcio, do aborto ou da eutanásia. Também devemos levar em consideração que todas as pessoas, embora sejam seres naturais, possuem um dom de Deus que faz delas superiores à natureza, participantes da vida divina, e como Deus é amor, o amor é, para quem crê, o único e verdadeiro critério da justiça

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